Durante o período de confinamento ainda em curso, muitos portugueses e portuguesas continuaram a deslocar-se para os seus locais de trabalho. Uma larga parte desses trabalhadores encontravam-se a assegurar serviços essenciais, como os cuidados de saúde em unidades hospitalares e centros de saúde, o abastecimento de bens e serviços fundamentais, o saneamento, o policiamento ou os transportes.

Todos estes trabalhadores estiveram expostos a um risco acrescido de contaminação. Outros exerceram a sua atividade em regime de teletrabalho porque as suas tarefas não exigiam a presença física no espaço das empresas ou trabalharam presencialmente apenas alguns dos dias do período de confinamento. Outros ainda, por terem sido eles próprios contaminados ou pertencerem a grupos de risco, estiveram ausentes, confinados aos seus domicílios ou internados em unidades hospitalares.

Dada a ênfase colocada no confinamento das pessoas às suas casas e na restrição à sua circulação enquanto forma de contrariar a propagação da COVID-19, as questões da segurança sanitária no trabalho e da desigualdade na exposição ao risco de contágio acabaram por ser relegadas para segundo plano. Mas agora que o regresso ao trabalho está na ordem do dia, é o momento de as discutir.

Este texto, da autoria dos investigadores do CoLABOR José Castro Caldas, Filipe Lamelas e Pedro Estêvão, pretende ser o ponto de partida para a discussão em torno do regresso à normalidade possível em tempos de COVID-19.

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